sábado, 5 de julho de 2014

Era uma vez #5

Uma mãe com muitas dúvidas...

Quem tem filhos, tal como eu, sabe que a partir do momento em que se tornam mais independentes é complicado controlar todas as suas acções! Parecem pulguinhas, não param quietos, mexem em tudo e encontram novas funcionalidades para todos os utensílios com os quais se cruzam! Mas, se assim não fosse, é que seria de estranhar!
Segundo muitos especialistas, é nos primeiros anos de vida que toda a personalidade é formada, esta é uma fase de descoberta por excelência e estão de tal forma despertos que se comportam como esponjas! Absorvem tudo...

A Pipoka cá de casa já conta com 2 anos e meio e ás vezes até me esqueço da sua tenra idade dada a quantidade de comportamentos, observações e conversas que tem, e que nunca imaginei possíveis nunca criança tão nova!

Nesta fase, imperam também as birras, os beicinhos, os choraminganços sem lágrimas e, acima de tudo, um comportamento que a mim me deixa doida... Todas Quase todas as frases da Princesa começam por "Não"! Porque será?! Será apenas para continuar a testar limites?! Até porque, segundo alguns entendidos, o cérebro não processa o "Não" e sempre que alguém diz "Não faças isso!" o cérebro entende "Faz isso!". E Deus sabe como tento não aplicar a palavra "Não", mas não deixo de impor regras ou limites... 
Se o cérebro não entende o "Não", porque o sabe aplicar tão bem? Mais um dos mistérios para os quais não há respostas... A solução?! Doses de paciência e muito amor!

Uma das características que acho uma doçura é o facto de falar, falar, falar, falar... Adoro! Faz perguntas, disserta sobre acontecimentos, conta pormenores do seu dia, ralha com os brinquedos, tira ilações do que vê... enfim, uma verdadeira comunicadora! Os últimos tempos têm sido recheados de tesourinhos, nada, mas mesmo nada deprimentes... muito perspicazes, isso sim!
Há uns dias, a Pipoka saiu-se com uma que nem podia acreditar... Já contei a amigos de tão incrédula que fiquei... A porta do seu quarto não fecha muito bem, digamos que é necessário aplicar alguma força e, enquanto empurrava a porta com o rabiosque para que ela fechasse (e depois de algumas tentativas falhadas), exclamou muito indignada:
"Ai esta póta (porta), ai, ai! Está a guzá comigo? Está, está!" Como não percebi o que queria dizer com "guzá", dado ainda ser inicio de dia e não estar completamente desperta, perguntei:
- "A porta o quê, fofinha?"
Ela responde:
- "Guzá"
Eu interroguei:
- "A gozar?"
Ao que ela respondeu:
- "Sim sim, a guzá!"
Eu pensei, meu Deus, como é possível que ela tenha aplicado esta expressão?! Está bem que ela de certeza já a ouviu da minha boca, mas não tantas vezes que eu achasse que ela iria fixar... Mas o que é certo é que fixou e aplicou-a no contexto correcto!

É nestes momentos que tomo consciência de que já não é um bebé... está a crescer e a transformar-se numa linda menina! Que orgulho!

1 comentário:

  1. Uma autêntica aventura a maternidade... E sim, concordo, temos de ter tanta paciência! ;)

    As nossas meninas estão a ficar crescidas e espertalhonas... E ainda bem! ;)

    ResponderEliminar