domingo, 27 de janeiro de 2019

Fashion | Slow Fashion, já ouviu falar?!

Sabe o que quer dizer o termo Slow Fashion?


Esta designação, surgiu em Londres no ano de 2014 em contraposição ao conhecido termo, Fast Fashion
Enquanto a Fast Fashion prioriza a fabricação em massa e, de certa forma, incentiva ao consumismo, ao recurso à mão de obra barata e à utilização de materiais bastante acessíveis causando, pelo seu curto ciclo de vida, um enorme impacto ambiental. A Slow Fashion, surge como um movimento que valoriza uma produção mais sustentável, promovendo uma maior consciencialização sócio-ambiental. Pretende-se, desse modo, que a longevidade das peças de vestuário, calçado e acessórios seja mais prolongada, que os materiais sejam mais nobres e que as peças sejam mais intemporais, não tão vítimas de tendências. No fundo, o seu objectivo é de uma moda mais sustentável, direccionada para a qualidade dos produtos, e não para a sobrevalorização da aparência dos mesmos. Resumindo, trata-se de um movimento que incentiva a um consumo mais consciente e responsável.

A título de curiosidade, só nos EUA, a população consome mais de 13 milhões de toneladas de tecido anualmente, o que resulta num gasto de cerca de 2 biliões de litros de água. É esta massificação da produção, que acarreta graves danos ambientais, sociais e económicos, especialmente em zonas como Índia ou China, onde se ignoram muitas vezes os direitos humanos para se fazer roupa barata e acessível a todos.

Como resolução de 2019, tentarei seguir alguns princípios deste movimento, assim, como profissional, tornarei este um tópico a explorar em todas as sessões de Consultoria de Imagem e como consumidora farei sempre o seguinte exercício:
  1. Preciso realmente de adquirir esta peça?
  2. É uma peça tendência ou intemporal?
  3. Qual a sua composição (matéria prima mais nobre)?
  4. Qual a sua proveniência?
Quem também está em sintonia comigo e pretende que 2019 seja um ano mais Slow Fashion?

Daniela Sá Styling e Consultoria de Imagem

Beijo*
DONA\\MICAS

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Fashion | Como Comprar nos Saldos

Compras em Saldos, como fazer?


A época de saldos está em pleno! 
Todas as lojas têm as suas peças em saldos e o apelo ao consumo é mais que muito. São vários os factores que impulsionam à compra, nós mulheres, temos um histórico de fazer compras emocionais, isto é, muitas vezes compramos só porque estamos triste ou porque é barato.
Talvez seja o momento de dizer chega a este comportamento e começar-se a fazer compras mais racionais, sobretudo, em altura de saldos, pois a tentação é maior e a tendência acaba por ser a de adquirir peças que na realidade nem se necessita.

Siga as seguintes dicas e não se perca:

  1. Comece por analisar o seu guarda-roupa (apenas as peças da estação corrente). Retire tudo o que não usa, que está velho, que não serve ou que está estragado. Só assim poderá analisar o que efectivamente tem e o que lhe faz falta.
  2. Tente perceber se tem todas as peças chave de um guarda roupa versátil e fácil de usar, como por exemplo, uma camisa branca ou um lazer preto. Caso não tenha alguma dessas peças, inicie a sua shopping list com essas peças.
  3. Tente perceber qual a paleta de cores que mais lhe agrada e a que melhor conjuga com a actual paleta do seu guarda roupa. 
  4. Analise o guarda roupa e tente perceber se apenas tem peças chave ou se é um guarda roupa equilibrado, onde peças de tendência, básico e acessórios têm um bom destaque.
  5. Perceba se consegue criar vários coordenados usando a mesma peça ou se necessita de alguma peça transformadora para rentabilizar as peças que já tem (por exemplo, um acessório extra ou uma peça padrão, que sirva de ligação a peças de diferentes tons).
  6. Complete a sua shopping list com os itens que considera estar em falta.
  7. Estabeleça um budget a gastar (um valor que não interfira no orçamento mensal e que efectivamente possa dispender).
  8. Faça alguma prospecção online antes de se aventurar numa ida ao shopping.
  9. Quando tiver dúvidas em relação a uma peça, compre e experimente novamente em casa, conjugando com peças do seu guarda e aí tome a decisão final quanto à sua aquisição.
  10. No que se refere a peças chave, guarde uma boa fatia do orçamento, pois são peças intemporais que devem ser de boa qualidade pois o objectivo é que durem alguns anos.
  11. Em relação às peças tendência tente perceber se se irão usar na estação seguinte mas não faça um grande investimento nelas, pois dentro de pouco tempo ir-se-ão deixar de usar.
Veja mais dicas de boas compras em época de saldos aqui. Compre de forma racional e apenas o que realmente necessita.
Substitua um comportamento mais consumista pelos princípios do Slow Fashion. Ficou curiosa?! No próximo artigo vamos explorar este tema e, se até lá, precisar de ajuda para um detox no seu guarda-roupa, para a realização de uma lista de compras e de orientação numa ida às compras não hesite em contactar.

Daniela Sá Styling e Consultoria de Imagem

Beijo*
DONA\\MICAS






segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Lifestyle | Dona Micas entrevista... Ana Canavarro #16

Conheci a Ana no último Verão, aquando da minha Formação em Marketing Digital pela Modatex. Foi uma das minhas formadoras e, logo percebi, que existia por ali muito conhecimento e informação deste mundo do digital que valia a pena dar a conhecer, através desta entrevista.

Nome: Ana Canavarro
Idade: 40 anos
Profissão: Professora universitária e formadora

Apresenta-te, fala-nos um pouco acerca de ti.
Sou, acima de tudo, uma pessoa apaixonada pelo conhecimento, com uma grande curiosidade sobre o mundo que a rodeia e com a exacta consciência de que tudo o que sei hoje pode não ser válido amanhã, dadas as rápidas transformações a que assistimos. Esta volatilidade, pelo desafio que acarreta, funciona como uma ‘mola propulsora’ para mim.


Qual a tua formação de base e como vieste parar à área do Marketing Digital?
Cheguei a ser advogada, mas não me sentia realizada. Quando descobri o marketing, apaixonei-me pelas suas potencialidades de inovação, disrupção e criação. Tinha descoberto um mundo novo, com uma linguagem criativa e pluridisciplinar, através do qual sentia que podia, finalmente, voar.

O que mais te fascina neste mundo do digital?
Acima de tudo, a velocidade com que as coisas vão acontecendo e mudando, não havendo lugar para a monotonia. Por outro lado, as possibilidades interativas e de comunicação ‘many-to-many’ (como refere o sociólogo Castells) que o digital permite. Nunca a ‘aldeia global’ de Luhmann esteve tão interconectada, o que acarreta vantagens, mas também desafios de gestão. Esta possibilidade do ‘one-to-one marketing’, de criar diálogo com as audiências, que antigamente era impossível (tínhamos apenas uma comunicação ‘top-down’) fascina-me. Assim como o digital storytelling, pois sou uma amante de bons conteúdos e histórias. As histórias são o que de mais humano existe e permanecem ao longo dos tempos.

Clique na imagem em baixo e aceda ao vídeo da entrevistada sobre a "Importância do Storytelling no mercado B2B"
Tens também um blog, que se chama, Marketing Digital Retalho. Quais as temáticas gerais que abordas?
É um blogue de investigação em tendências de mercado na área do marketing de retalho, com um enfoque especial no digital, na moda e na tecnologia. Como trabalhei muitos anos com Retalho (gestão de centros comerciais) acabei por estar sempre a acompanhar os fenómenos nestas áreas.

Achas que o Marketing Digital é uma boa área para quem, por exemplo, pretende iniciar agora a sua carreira profissional?
Atendendo à minha experiência, acho que é preciso, acima de tudo, gostar-se daquilo de que faz. Quando há paixão, tudo  é possível. Do lado do mercado, acredito que há oportunidades no marketing digital, para pessoas com perfis pluridisciplinares e que estejam dispostas a alargar as suas competências, nomeadamente no multimédia.

O que achas que os produtos/serviços/marcas não estão a fazer para terem mais sucesso no mundo digital?
Na minha opinião, a comunicação só faz sentido de forma integrada e a 360º. Há marcas que ainda vêem o online separado do offline e isso é um erro. Por outro lado, há que saber escutar e conversar com o cliente e há marcas que ainda têm dificuldades com isto.



Achas que qualquer pessoa pode ter sucesso no mundo digital e que para isso basta querer ou, pelo facto de diariamente sermos inundados com toneladas de informação, só quem for mesmo bom acaba por ter sucesso?
Hoje em dia, dada a saturação do mercado e elevada concorrência em vários sectores de actividade há uma maior exigência a todos os níveis. Definitivamente, é necessário saber-se aquilo que se está a fazer e proceder a avaliações e testes constantemente, para averiguar a eficácia das ações. Muito importante é possuir uma estratégia elaborada por um profissional e não apenas um plano de ações casuísticas.

Em termos mais pessoais e, no se se refere ao teu estilo, qual a peça de roupa que não pode faltar no teu guarda roupa?
Adoro jumpsuits, são práticos e, ainda por cima, estão na moda!

Como definirias o teu estilo?
Acho que é casual. Gosto muito de streetwear, que se tem vindo a democratizar e  o blazer ajuda para as situações mais formais.


És uma makeup addicted ou uma adepta da cara lavada?
Gosto de makeup, mas na quantidade certa.

O que mais gostas de fazer nos teus tempos livres?
Viajar, conhecer e provar a gastronomia dos lugares.


Um dia perfeito seria…
Na praia, a assistir a um magnífico pôr-do-sol, seguido de um jantar em boa companhia.

Qual a frase ou expressão que poderá melhor traduzir a tua filosofia de vida?
“Querer é poder”!

O meu Muito Obrigada!
Beijo*
DONA\\MICAS